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terça-feira, 11 de março de 2008

Troca de papéis: Bruna Surfistinha vai ao Templo

Complementando a matéria anterior sobre o mesmo tema: troca de pápéis, desta vez é o outro extremo que vai experimentar um momento diferente.
Desta vez, Bruna Surfistinha vai ao templo budista. Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha) aceitou o convite do portal feminino iTodas (http://www.itodas.uol.com.br/) e foi conhecer um templo budista.

Confira a interessante conclusão da matéria anterior, a seguir:
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Por Victoria Bensaude

“Não acredito em anjo, nem em santo, mas acredito muito em Deus”, afirma a autora Raquel Pacheco, que ficou conhecida como Bruna Surfistinha. A resposta foi dada durante um passeio que a ex-garota de programa mais famosa do Brasil fez a um templo budista à convite do iTodas. E olhe que até faz uma aula de meditação. Uma atividade bem diferente para ela.Nosso objetivo com a reportagem era mostrar o outro lado, visto por pessoas diferentes. Primeiro levamos a Monja Coen para uma conhecida casa noturna.

Então na quarta-feira (05/03) a redação do Portal iTodas, encontrou a Bruna Surfistinha e a levou para um Templo Budista, um mundo diferente, onde através da meditação é encontrado a paz interior. Algo inusitado para a autora do livro “O Doce Veneno do Escorpião” (Panda Books).Ao chegar, ela se deparou com diversas imagens de Buda, incensos e velas acesos pela casa inteira. A anfitriã era a Monja Coen, que a convidou para uma aula de meditação, ficando em silêncio absoluto por dez minutos, em frente uma parede branca, e apenas ouvindo a sua própria respiração. Após a aula, ela conheceu o resto do templo e experimentou um chá de jasmim, conhecido por ser relaxante. “Sou muito ansiosa e agitada. Faço muitas coisas ao mesmo tempo e esse chá é ótimo para mim.”

A opinião de Raquel sobre crença religiosa é peculiar. E, apesar de ter apreciado o que aprendeu, ela não conseguiria se tornar uma monja. “Gostei muito de conhecer de perto o budismo e o templo. Acho uma religião muito espiritual, evita fazer o mal, se concentra apenas em fazer bem. Mas não é uma religião cristã, e eu não deixaria de acreditar em Deus”, explica.Confessa que se surpreendeu com a monja, pois achou que iria encontrar uma senhora mais séria e pouco simpática. “Ela superou as minhas expectativas. Eu achei que iria encontrar alguém totalmente diferente. Mas ela é muito meiga, serena, com uma energia muito boa, com uma mente aberta. E achei muito legal ela não criticar a prostituição.”

Mas a religião é muito mais do que apenas chás e meditação. Para se tornar uma monja, é preciso passar por vários rituais e provas de tentações. Todos os monges precisam raspar o cabelos, deixar de ter relações com o sexo oposto, não usar maquiagem e nem pensar em bebidas alcóolicas ou cigarro.No entanto, não são todos que pensam assim. Muitos acreditam que para ter fé não é preciso mudar a sua vida. “Eu não acho um exagero eles passarem por isso, mas acho desnecessário. Eu acredito que é possível você continuar com as suas crenças, com a sua fé, com a sua religião, sem precisar passar por essas provas. Parece que a mulher deixa de ser vaidosa, é normal as mulheres quererem se cuidar. Eu adoro meu cabelo, gosto de beber socialmente, de fumar um cigarro. Eu não conseguiria passar por isso”, conclui Raquel, que fuma à beça.

Fotos:Victoria Bensaude
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