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sábado, 27 de dezembro de 2008

Governo brasileiro e líderes do mundo inteiro reagem aos ataques de Israel a Gaza

Essa notícia eu considerei "espetacular" pelo seu alto nível de irresponsabilidade por parte de um governo que se diz racional (talvez mais que todos, afirmariam), mas no fundo afirma que nada nem ninguém poderá se opor a seus objetivos.

Graças à Deus, a Roda de Samsara gira, e tudo o que se faz, se paga.

E, felizmente, isso serve para qualquer lado....
Uma imbecilidade...um ato totalmente desproporcional....

Notícias de líderes mundiais rechaçando (mais) esta estupidez, a seguir:
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Governo brasileiro e líderes do mundo inteiro reagem aos ataques de Israel a Gaza

O Brasil e diversos países e organizações se pronunciaram sobre os ataques israelenses à Faixa de Gaza e os ataques do grupo palestino Hamas, que deixaram mais de 200 mortos neste sábado.

O Governo brasileiro criticou a “reação desproporcional” de Israel no bombardeio à Gaza e os ataques do Hamas e pediu às partes para cessarem as hostilidades e iniciarem um diálogo.

Em comunicado, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Governo afirmou que “acompanhou com apreensão a intensificação do lançamento de foguetes por milicianos do Hamas contra o sul de Israel e recebeu com grande preocupação a notícia do ataque aéreo israelense à faixa de Gaza”. A nota também lamenta que a violência na região afete principalmente a população civil e prejudique os esforços por uma solução pacífica para o conflito israelense-palestino.

EUA
A Casa Branca, aliada de Israel, afirmou que quer o fim da violência no Oriente Médio e reiterou que cabe ao Hamas pôr fim aos ataques israelenses, ao conter seus próprios lançamentos de foguetes de Israel. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que o Governo “condena os repetidos ataques com mísseis e morteiros contra Israel”, e afirmou que o Hamas é “responsável pela ruptura do cessar-fogo” em Gaza.

França e UE
Em férias na Bahia, o presidente da França e da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, divulgou um comunicado pedindo a “interrupção imediata dos lançamentos de foguetes contra Israel e dos bombardeios israelenses sobre Gaza” e condenou as provocações irresponsáveis que conduziram a essa situação, assim como o “uso desproporcional da força”. “Não há uma solução militar em Gaza”, escreveu Sarkozy no comunicado, pedindo uma “trégua duradoura” na região.
A União Européia fez um apelo neste sábado por um cessar-fogo imediato em Gaza.

Turquia
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou o ataque lançado pelo Exército israelense na Faixa de Gaza ao qualificá-lo como uma falta de respeito aos esforços turcos pela paz.
Erdogan explicou aos jornalistas que o ataque foi um duro “golpe à paz” na região, um objetivo no qual a Turquia estava trabalhando intensamente. A Turquia é o aliado mais importante de Israel na região e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, esteve na segunda-feira passada no país, onde se reuniu com autoridades turcas.
Em declaração escrita, o governo turco pediu para Israel cessar imediatamente a operação militar e ressaltou que é de vital importância transferir ajuda a Gaza para evitar uma tragédia humanitária.

Reino Unido
O Governo britânico pediu a Israel a “máxima contenção” para evitar vítimas civis na Faixa de Gaza, e solicitou aos grupos palestinos que não ataquem o território israelense. “A única maneira de conseguir uma paz duradoura em Gaza é através de meios pacíficos”, afirmou um porta-voz do Ministério de Exteriores britânico.

Itália
Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, também pediu o fim da violência e defendeu o diálogo como a única via possível para encontrar uma solução duradoura ao conflito na região. Berlusconi afirmou em nota que “só através do diálogo, e não com as provocações nem com o recurso às armas, será possível encontrar uma solução estável e duradoura para o conflito” na região.

Alemanha
Na Alemanha, o ministro de Assuntos Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, criticou o fim unilateral da trégua com Israel por parte do Hamas, ao mesmo tempo em que pediu à parte israelense que ofereça “uma resposta proporcional” e evite as vítimas civis.
Steinmeier advertiu que a Faixa de Gaza ameaça se afundar em uma nova “espiral de violência”.

Egito
Em comunicado presidencial, o Egito criticou o ataque e atribuiu a Israel, “como força de ocupação”, a responsabilidade pelos mortos e feridos na agressão. O Governo egípcio assegurou que seguirá fazendo seu trabalho de mediação entre os palestinos e os israelenses para “criar um ambiente propício para renovar a trégua e conseguir uma reconciliação interpalestina”.

AP
Pessoas protestam na Síria contra ataque de Israel

Síria
Já a Síria qualificou de “ato terrorista” e de “guerra de extermínio” a ofensiva israelense. Em comunicado, o presidente da Síria, Buthaina Shaaban, disse que a o país condena categoricamente o ato de terrorismo e a guerra de extermínio lançada pelas forças da ocupação israelense contra a Faixa de Gaza”.
A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, “está bebendo agora o sangue do povo palestino para se transformar em primeira-ministra através desta ação terrorista e deste grande massacre contra gente indefesa”, destacou Shaaban.

EFE/Wael Hamzeh
Mulher chora em protesto no Líbano

Líbano
O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, destacou que Israel somou hoje “outro massacre à lista de massacres” contra os árabes. “Em meu nome e em nome de meu Governo, condeno esta agressão criminosa.” Além disso, pediu à ONU e ao secretário-geral Ban Ki-moon que impeçam Israel de seguir “cometendo massacres e destruições no mundo árabe”.

Iêmen e Emirados
Segundo a imprensa local, o presidente iemenita, Ali Abdala Saleh, qualificou de “barbárie” o ataque contra os palestinos, enquanto os Emirados Árabes Unidos apoiaram a realização de uma reunião de urgência na Liga Árabe.

Reuters/Ali Jarekji
Jordanianos protestam contra ataques de Israel à Gaza

Jordânia
Um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores jordaniano pediu que o ataque seja detido imediatamente, e ressaltou que o chanceler Salah Bashir já iniciou contatos para preparar um encontro na Liga Árabe.

Iraque
O governo iraquiano também condenou os ataques aéreos israelenses sobre a Faixa de Gaza, neste sábado, pedindo à comunidade internacional que “assuma suas responsabilidades”. Em nota o governo pede à comunidade internacional que tome as medidas necessárias para pôr fim a esses ataques”.

Marrocos
O Governo do Marrocos condenou a operação militar israelense “denunciando com firmeza o uso desproporcional da força e esta trágica escalada da violência”. O Governo pede o “fim imediato das hostilidades, que, além das grandes perdas de vidas humanas, expõem, mais uma vez, a região à violência e às divisões”.

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